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Na última sexta-feira de novembro, consumidores do Brasil todo estiveram a procura de uma única coisa: descontos. Isso por causa da relevância que a Black Friday, tradicional data do comércio americano, ganhou no calendário nacional nos últimos anos. Nessas ocasiões, para obter melhores resultados e se destacar da concorrência o investimento em marketing digital é fundamental. Afinal, as tendências de consumo apontam para estratégias pautadas no ambiente digital.

Atualmente, a jornada de compra está cada vez mais complexa e multicanal. Além disso, os clientes tendem a pesquisar mais e priorizam uma boa experiência de compra. Fatores que justificam o investimento em marketing digital, principalmente em datas especiais como a Black Friday. Ter sucesso em ocasiões como essas, assim como o Natal, pode ser o fator-chave para uma empresa fechar o ano no azul.

Confira a seguir o resultado da Black Friday 2017 e entenda a influência do marketing digital nas vendas!

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Por meio do marketing digital é possível segmentar melhor o público-alvo e potencializar promoções

Dados da Black Friday 2017

O balanço positivo do comércio virtual durante a Black Friday 2017 consolida a trajetória do setor nos últimos anos. Segundo a Ebit, este ano o e-commerce faturou R$ 2,1 bilhões durante a Black Friday, 10,3% a mais do que no ano passado. Em 2016, o setor somou R$ 1,9 bilhão em vendas durante a ocasião, 17% a mais do que em 2015. Por sua vez, em 2015 o segmento faturou R$ 1,6 bilhão, 38% de alta no comparativo com 2014.

Em relação ao número de pedidos, segundo a Ebit, houve alta de 14% no e-commerce (3,30 milhões para 3,76 milhões). Por outro lado, o valor médio das compras foi um pouco menor neste ano, 3,1% para ser mais exato. Na Black Friday 2016, o tíquete médio foi de R$ 580,00, já este ano foi de R$ 562,00. As categorias de produtos com maior participação no faturamento foram: Eletrodomésticos (23%); Telefonia/Celulares (21%); Eletrônicos (17%); Informática (10%) e Casa e Decoração (6%).

Desempenho positivo que vai na contramão da crise que impactou o País nesses últimos anos. A Black Friday 2017 também teve cenário positivo no varejo físico. Conforme o Indicador Serasa Experian de Atividade do Comércio – Black Friday 2017, as lojas tiveram alta de 4,9% em comparação com 2016. Apesar de positivo, o crescimento foi menor do que os 11% que o varejo físico obteve no ano passado ante 2015.

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Quase metade dos pedidos feitos durante a Black Friday foi por meio de pesquisa no Google. Fato comprova relevância do SEO bem-feito

M-commerce em alta

Além do crescimento em vendas, as pesquisas conduzidas durante a Black Friday servem para comprovar algumas tendências de compra. Dentre elas, destaque para a participação dos dispositivos móveis. De acordo com a Ebit, houve crescimento de 81,8% nos pedidos feitos por celulares. 30% das compras e 26,5% do faturamento compreende transações via m-commerce. Na análise da empresa, itens de moda, acessórios, perfumaria e cosmético são os mais adquiridos por esse meio.

Para o CEO da Ebit, Pedro Guasti, “os lojistas já perceberam que o crescimento das vendas passa pelo m-commerce”, afirma. Para atrair consumidores, a dica é investir no aprimoramento da experiência, melhorando os sites responsivos e aplicativos. “Também estão sendo bem-sucedidas as iniciativas de algumas empresas que oferecem vantagens comerciais para alavancar as vendas nos smartphones”, completa Guasti.

Dessa forma, considerar os dispositivos móveis nas estratégias comerciais é necessário para não perder uma parcela relevante de consumidores. Assim, o marketing digital ganha relevância nesse processo, justamente por considerar todos esses aspectos. Outro estudo que aponta essa tendência é o E-commerce Radar Black Friday 2017, realizado pela Atlas. A pesquisa revela que as compras por dispositivos móveis cresceram de 23,2%, em 2016, para 32,5% neste ano.

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Em 2013 0 m-commerce representava cerca de 4% das transações, em apenas quatro anos esse percentual sextuplicou

Confira mais alguns dados da pesquisa da Atlas sobre a Black Friday 2017:

– 48% das transações online acontecerem após uma busca no Google;
– Média de conversão subiu de 23,2%, na Black Friday 2016, para 32,5% neste ano;
– Maioria dos consumidores são do Sudeste (61,7%), seguidos pelo Sul (19,1%), Nordeste (10,2%), Centro-Oeste (6,8%) e Norte (2,4%);
– Quanto ao sexo, 54,5% das pessoas que compraram na Black Friday deste ano são mulheres;
34,1% dos compradores já conheciam a loja;
– 15% dos pedidos na Black Friday foram consequência de e-mail marketing, normalmente esse canal corresponde por 5%.

Tendências do marketing digital na Black Friday 2017

Além da participação dos dispositivos móveis na jornada de compra, outra tendência consolidada na Black Friday é o fato dos consumidores pesquisarem na internet. Um levantamento do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) junto com a Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) mostra que 47% dos consumidores fazem pesquisas online antes de comprar em uma loja física. Preço (30%), detalhes e características dos produtos ou serviços (12%) e opinião de outros clientes (5%), são os três principais motivos dessa prática.

Esse hábito do consumidor faz com que os gestores invistam no marketing digital a fim de tornar os negócios cada vez mais conectados. “O conceito omnichannel, em que todos os canais de uma marca do varejo ficam disponíveis para o contato com o consumidor, na interligação do off-line e online, já é uma realidade e as empresas que não se adequarem a esse novo consumidor multicanal vão perder vantagem competitiva”, explica Guasti.

Segundo o especialista da Ebit, o mais importante é que o varejista conheça bem o comportamento do consumidor. Só assim será possível oferecer a melhor experiência de compra, independente se no físico ou no online. É importante também integrar todos os canais on e off-line e oferecer múltiplas oportunidades para o consumidor. Exemplo: comprar online e receber o produto em uma loja física ou vice-versa.

“Um dado interessante do relatório Webshoppers 36, produzido pela Ebit, é que Pesquisas preliminares feitas nos Estados Unidos, França e Índia identificaram que os preços do varejo online nesses países são, em média, 10% menores que no comércio físico. Admitindo-se que no Brasil a diferença seja semelhante e considerando-se que existe o efeito denominado ROPO – Research Online/Purchase Offline – relativo a clientes que pesquisam na internet, mas compram nas lojas físicas, estima-se para 2017 um ganho econômico de R$12 bilhões derivado das compras feitas no e-commerce e do poder de barganha junto ao varejo físico derivado das buscas na internet”, revela o dirigente.

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“As empresas que não se adequarem a esse novo consumidor multicanal vão perder vantagem competitiva”, Pedro Guasti, CEO da Ebit

Marketing Digital para atrair clientes

Outro dado pertinente é que o e-commerce brasileiro é muito dependente de buscas no Google para conquistar clientes. Motivo no qual o marketing digital, mais uma vez, ganha relevância nas ações comerciais. Segundo o relatório da Atlas, 48% das transações online acontecem após uma busca no Google. Ou seja, as métricas de SEO, um dos princípios do marketing digital são fundamentais para que um site ganhe visibilidade na internet.

A exemplo da Black Friday, os varejistas que querem se destacar e crescer em faturamento encontram no investimento em marketing digital um caminho para tal resultado. Somando anúncios pagos (Google AdWords), buscas orgânicas no Google, por meio das ferramentas de SEO, além de e-mail marketing, anúncios em redes sociais e demais estratégias do marketing digital, um site ou loja física se torna mais conhecida e ganha destaque.

“Uma boa estratégia de marketing digital é fundamental para encontrar o consumidor onde ele está. Grandes empresas já se atentaram a isso e estão investindo muito (e bem) nessa área. Nesta Black Friday, por exemplo, tivemos a ação dos ‘produtos secretos’ do Magazine Luiza, que foi um sucesso de público e engajamento. Os pequenos e médios do e-commerce, porém, ainda estão iniciando neste universo e começando a perceber agora que o marketing digital vai muito além de enviar um simples e-mail marketing e criar um perfil ou uma fan page nas redes sociais”, finaliza Guasti, da Ebit.

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